
«Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho...
Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.
Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu- o único que sei.
Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.»




