15 de maio de 2010



(...) O céu está parado e baixo. Nem o vento nem o esvoaçar dos pássaros estremecem o azul. Nem as nuvens se mexem. Tudo quieto como uma fotografia. Ninguém. Nada. Só as pedras e casas dentro do silêncio. Anda sempre só, mas é como se com ela, ao seu lado, pela sua mão, estivesse uma criança. Olhou-a nos olhos e nunca mais teve sossego. Ela baixou o olhar para o chão e nunca mais teve sossego. Ouço as suas vozes mas não percebo aquilo que dizem.Quietas. Caladas. Distantes mas próximas. Vigilantes.Olho para trás, pareceu-me ouvir passos, murmúrios, vozes. Mas é só silêncio. Abalaram todos.Uma pedra atirada contra um destino que lhe pareceu tão claro e evidente.

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