27 de dezembro de 2010

Se eu morrer amanhã


«Se eu morrer de manhã

abre a janela devagar

e olha com rigor o dia que não tenho...

Não me lamentes. Eu não me entristeço:

ter tido a morte é mais do que mereço

se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar

e um pedaço de céu- o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa

que não saber voar

foi sempre a minha lei.»

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